Os Museus de Cidade

Maria Pace Chiavari

Arquiteta, doutora em Urbanismo (PROURB/UFRJ). Membro do Comitê Internacional para as coleções e Atividades de Museus de Cidades (CAMOC) do Conselho Internacional de Museus (ICOM). Italiana, tem o título de Cidadã Carioca Honorário do Município do Rio de Janeiro.

Museus de Cidade e sua importância para os centros urbanos no séc. XXI

No momento atual, assiste-se no Rio de Janeiro a transformações que interferem na vivência da população e na relação com a memória urbana. Os museus de cidade do séc. XXI introduzem, nos centros urbanos, formas de pensamento e ações com base na participação, colaboração e implicação da comunidade. Isso se reflete na mudança da tradicional configuração das paisagens da museologia – as coleções, o patrimônio cultural e o território – junto à população. Muda a escala, não mais limitada ao acervo original, mas extensa à rede de comunicação que conecta a instituição cultural com os sistemas territoriais e a paisagem urbana vista como patrimônio.

A gestão participativa, apoiada por uma rede de comunicação entre “ecomuseus”, faz com que o museu de cidade seja visto como um ecossistema complexo, cuja função, segundo o professor Marlen Mouliou, da Universidade de Atenas, é “testar e verificar o estado de saúde da cidade e imaginar eventuais providências”.